O controle de pragas nos hospitais não é uma tarefa fácil, já que falamos de um local de grande movimentação de pessoas e que faz uso de diversos recursos que não podem sofrer contaminação e que abriga pacientes que estão com saúde debilitada e não podem contrair uma infecção.

As pragas podem encontrar uma maneira fácil de acesso e entrar no ambiente, mas não tendo condições propícias à elas, não permanecem ou acabam morrendo. Quando de fato há uma infestação, as pragas permanecem no local fazendo uso das condições que precisam para sobreviver, que são: água, alimento e abrigo.

As pragas que infestam os hospitais são as mesmas que ocorrem nas escolas e outros edifícios. Baratas, ratos, moscas, pulgas e formigas causam problemas e são indesejados no ambiente hospitalar. Como trazem doenças causadas por vírus, bactérias e outros, prejudicam toda a esterilização do espaço clínico.

É importante que haja nos grandes hospitais uma equipe designada somente à função de identificar possíveis pragas e controla-las. Esta equipe ou profissional deve ser treinado e orientado a exercer as ações preventivas.

Nos hospitais a seleção dos produtos que serão usados deve ser minusciosa. Os produtos não devem ser tóxicos devido aos pacientes doentes presentes no local. Com critério, é possível escolher a melhor composição química e tratar das pragas com recursos que atendem aos requisitos do ambiente. Químicas muito tóxicas podem ser cancerígenas e afetar o desenvolvimento de fetos, interferir no funcionamento dos hormônios.

Quando for muito necessário utilizar recursos químicos para controlar as pragas no hospital, a empresa contratada deve ser registrada e seguir as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). De acordo com a ANVISA, é de responsabilidade da empresa contratada garantir o mínimo impacto ambiental, a preservação da boa saúde do cliente e do encarregado da aplicação dos produtos.

Apesar da preferência por tratamentos não químicos, é por vezes recomendado que haja uma desinsetização de rotina. Quanto à periodicidade, o ideal é que exista um histórico de informações sobre o local e as ocorrências de pragas.

Cabe ao profissional técnico responsável estabelecer o número de visitas e aplicações de acordo com o que for considerado melhor para o estabelecimento e o cliente. Geralmente, a periodicidade de visitas está diretamente relacionada ao porte do estabelecimento (número de leitos) e à localização do hospital. As visitas podem ser semanais, quinzenais ou mensais.

Tendo em vista que determinadas áreas são mais propensas a desenvolverem uma infestação em relação a outras, há uma periodicidade recomendada para melhor eficiência na identificação e controle dos insetos mensalmente, em áreas críticas como cozinhas, copas, despensas e redes de esgoto.

A cada dois meses, áreas de cuidados com os pacientes como enfermarias, apartamentos, centros cirúrgicos, CTIs, UTIs, pronto-socorros e consultórios médicos devem ser inspecionados, sendo recomendado pela vigilância sanitária que haja desinsetização ao menos uma vez ao ano.

O controle citado acima é, na maioria das vezes, realizado com os materiais menos agressivos possíveis, como géis baraticidas e formicidas, ratoeiras, entre outros. Se por alguma eventualidade for necessário um controle químico mais eficiente no ambiente hospitalar, certas medidas devem ser tomadas visando garantir a segurança de todas as pessoas envolvidas ativa ou passivamente no processo.